O fluxo de veículos nas rodovias de São Paulo registrou queda de 0,9% entre abril e maio de 2026, já descontados os efeitos sazonais. Os dados fazem segmento do Monitor de Tráfico nas Rodovias, levantamento elaborado pela Veloe em parceria com a Instalação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
O resultado foi influenciado principalmente pela retração de 4,1% no fluxo de veículos pesados, indicador diretamente relacionado à movimentação de cargas e à atividade logística. Já o deslocamento de veículos leves apresentou recuo mais moderado, de 0,8% no período.
Apesar da queda mensal, os números mostram que o movimento nas estradas paulistas segue supra dos níveis registrados no ano pretérito. Na confrontação entre maio de 2026 e maio de 2025, o tráfico totalidade avançou 4,7%, impulsionado pelo prolongamento de 5,3% no fluxo de veículos leves e de 1,2% entre os pesados.
Incremento reunido mantém cenário positivo para o tráfico rodoviário
Os dados indicam uma desaceleração pontual da circulação nas rodovias, sem mudar a tendência positiva observada ao longo do ano. Entre janeiro e maio de 2026, o volume de tráfico acumulou subida de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025. No recorte por categoria, os veículos leves registraram prolongamento de 5,6%, enquanto os pesados avançaram 4,4%.
“São Paulo concentra mais de um quarto da frota vernáculo e continua registrando expansão do número de veículos em circulação. Ao mesmo tempo, o prolongamento do tráfico rodoviário observado no reunido do ano indica que a demanda por deslocamentos permanece aquecida, tanto para atividades econômicas quanto para a mobilidade da população”, afirma Alexandre Fontes, superintendente de Negócios B2C da Veloe.
A tendência também permanece positiva em uma estudo mais ampla. Considerando os últimos 12 meses encerrados em maio, o fluxo confederado nas rodovias paulistas cresceu 3,8% em confrontação com os 12 meses anteriores. O desempenho foi semelhante entre os dois segmentos, com progressão de 3,8% para veículos leves e de 3,6% para veículos pesados.
Além da movimentação nas estradas, dados da Secretaria Pátrio de Trânsito (Senatran) mostram que a frota paulista alcançou 35,6 milhões de veículos em abril, representando 27,3% de todos os veículos registrados no país. O volume corresponde a uma subida de 2,9% em relação ao mesmo mês de 2025.
Os automóveis continuam predominando na constituição da frota estadual, respondendo por 58,6% do totalidade. Na sequência aparecem as motocicletas, com participação de 17%, caminhonetes, com 6,5%, e camionetas, com 5,2%.

Quando analisado o tipo de combustível, os veículos flex representam 42,7% da frota paulista, seguidos pelos modelos movidos exclusivamente a gasolina, que somam 41,5%.
Outro oferecido relevante é a idade média dos veículos em circulação. Segundo o levantamento, a frota de São Paulo possui idade média de 18,5 anos. Ou por outra, mais de um terço dos veículos registrados no estado (37,6%) foi fabricado há mais de 20 anos, indicando a permanência significativa de modelos mais antigos em circulação.
Embora maio tenha apresentado uma colocação do fluxo rodoviário, principalmente no segmento de transporte de cargas, os indicadores acumulados continuam apontando para um nível de circulação superior ao observado em 2025, sustentado tanto pela mobilidade da população quanto pela atividade econômica paulista.

Os resultados completos do levantamento podem ser consultados neste link.
