Considerada a maior empresa independente de armazenamento de granéis líquidos no Brasil, a Ultracargo iniciou a operação do novo meandro ferroviário em Rondonópolis (MT), resultado de um investimento de R$ 95 milhões voltado ao fortalecimento da integração logística entre o Meio-Oeste e o Sudeste. A estrutura consolida um dos principais corredores multimodais do país para o escoamento de biocombustíveis e derivados de petróleo, ampliando a capacidade operacional da companhia e reforçando sua estratégia de interiorização das operações.
Com aproximadamente 4 quilômetros de extensão, o meandro conecta o terminal à malha ferroviária regional e amplia de forma relevante a movimentação de produtos. A iniciativa confere a Rondonópolis um papel ainda mais estratégico na logística do etanol de milho, em integração com outras estruturas da empresa, além de gerar alternativas de escoamento para diferentes regiões do país. Dessa forma, o projeto contribui para estimular o consumo do biocombustível em mercados onde a penetração ainda é limitada.

O projeto foi concebido para permitir a circulação de composições com até 80 vagões, totalmente integradas à malha férrea lugar e com conexão direta à unidade da companhia em Paulínia (SP). Na prática, o novo meandro viabiliza uma logística de frete retorno mais eficiente, já que a mesma formação que transporta derivados de petróleo para o Mato Grosso retorna ao Sudeste carregada com biocombustíveis, principalmente etanol de milho. Com isso, há eliminação de deslocamentos ociosos e redução do dispêndio logístico totalidade da calabouço. Aliás, a infraestrutura viabiliza a ingresso de volumes adicionais pela ferrovia, incentivando a transmigração parcial do modal rodoviário para o ferroviário.
Esse investimento ocorre em um contexto de propagação do setor sucroenergético e do agronegócio brasiliano. O Brasil se consolidou uma vez que o segundo maior produtor mundial de etanol de milho. De convenção com dados do IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), a produção vernáculo na safra 2024/25 avançou muro de 30%, passando de 6,3 para 8,2 milhões de metros cúbicos. O Mato Grosso lidera esse movimento, com 6,70 bilhões de litros produzidos, dos quais 5,62 bilhões são provenientes do milho, propagação de 17% em relação à safra anterior.
“A ingresso em operação do meandro ferroviário de Rondonópolis reflete nossa visão de longo prazo sobre uma vez que o Brasil precisa estruturar seus fluxos logísticos. Estamos falando de um projeto que amplia a integração de modais de transporte entre regiões produtoras e centros consumidores, criando condições mais eficientes, seguras e sustentáveis para o escoamento de insumos essenciais”, afirma Fulvius Tomelin, presidente da Ultracargo.
Com a novidade feição, o terminal de Rondonópolis passa a ter capacidade para movimentar até 3 milhões de metros cúbicos por ano. O investimento incluiu ainda a ampliação da capacidade estática em 15.000 m³, com a construção de dois novos tanques de etanol, além da modernização das plataformas ferroviárias e rodoviárias. Esse conjunto de melhorias permite uma operação integrada, reduzindo em até dois dias o ciclo logístico entre Mato Grosso e São Paulo e mitigando gargalos do transporte rodoviário de longa intervalo.
“Ao direcionar volumes relevantes para o modal ferroviário — cada formação transporta muro de 8.000 m³, equivalente a centenas de viagens de caminhão —, a Ultracargo amplia a eficiência operacional e reforça práticas alinhadas à sustentabilidade. A redução da circulação rodoviária em longas distâncias resulta em uma subtracção estimada de 51 milénio toneladas de carbono ao longo de um ano, o que representa muro de 35% de redução nas emissões, além de menor desgaste da infraestrutura viária e maior confiabilidade no provisão”, destaca Tomelin.
Conexão estratégica: Rondonópolis e Paulínia
O projeto ganha ainda mais relevância com a sinergia do meandro ferroviário de Paulínia (SP), concluído pela Ultracargo em junho de 2025. A estrutura conecta o terminal da Opla, joint venture com a BP, diretamente à unidade de Rondonópolis, otimizando o atendimento à demanda do setor sucroenergético e garantindo maior perpetuidade no provisão de combustíveis.
Os impactos da iniciativa se estendem para além do terminal, fortalecendo a economia do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul e da Região Metropolitana de São Paulo. “Essa integração estratégica estabelece um novo padrão de eficiência operacional que pode ser replicado em outros corredores do Brasil”, finaliza o presidente da Ultracargo.