O ano de 2026 desponta uma vez que um período de consolidação das empilhadeiras elétricas no setor logístico, tanto no Brasil quanto no cenário internacional. Cada vez mais presentes em centros de distribuição, portos e ambientes industriais, esses equipamentos passam a ocupar papel estratégico nas operações, ao mesmo tempo em que se conectam às diretrizes da agenda ESG e às demandas por eficiência operacional e redução de custos.
Esse movimento ocorre em um contexto de maior alinhamento das empresas de logística às práticas ambientais, sociais e de governança. Ao reduzir a subordinação de combustíveis fósseis e as emissões associadas às operações internas, as empilhadeiras elétricas se tornam um dos vetores mais visíveis dessa transição. Ou por outra, contribuem para a modernização dos ativos operacionais e para a revisão dos modelos tradicionais de movimentação de cargas.

De contrato com dados da Global Growth Insights, o mercado global de baterias para empilhadeiras elétricas comerciais foi medido em US$ 2,36 bilhões em 2025 e deve perceber US$ 2,47 bilhões em 2026. Já o mercado global de empilhadeiras elétricas, segundo a Modor Intelligence, foi estimado em US$ 49,98 bilhões em 2025 e tem projeção de desenvolvimento para tapume de US$ 64,15 bilhões até 2030, indicando uma tendência consistente de expansão.
“O progresso das empilhadeiras elétricas representa um duplo lucro para o setor: por um lado, reduzimos significativamente as emissões de gases de efeito estufa e o impacto ambiental das operações; por outro, as empresas estão percebendo que esses equipamentos reduzem custos operacionais no pequeno a médio prazo”, afirma Humberto Mello, diretor da Tria Empilhadeiras, marca de equipamentos para manuseio e transporte de cargas e baterias de lítio.
Empilhadeiras elétricas e agenda ESG
Além de apresentarem emissões zero durante a operação, as empilhadeiras elétricas à base de baterias de íons de lítio podem evitar a emissão de, no mínimo, 21 toneladas de CO₂ por ano, considerando operações em dois ou três turnos. Paralelamente, há impacto direto na estrutura de custos: segundo o executivo, esses equipamentos podem reduzir os custos operacionais por hora entre 50% e 75% quando comparados aos modelos a esbraseamento interna, levando em conta gastos com pujança e manutenção.
Outro ponto relevante é a subtracção da urgência de intervenções mecânicas. Por possuírem menos peças móveis, as empilhadeiras elétricas demandam menos manutenção preventiva, o que contribui para maior disponibilidade operacional. Ou por outra, a eliminação de despesas recorrentes com óleo e filtros, somada ao uso mais eficiente da pujança elétrica, favorece operações mais estáveis ao longo do ano.
“A adoção massiva de empilhadeiras elétricas pode impulsionar a implementação de infraestrutura energética mais eficiente nos pátios e armazéns, com estações de recarga e baterias de íons de lítio que estendem a autonomia operacional. Essas tecnologias, além de atenderem às demandas de eficiência, ajudam as empresas a executar metas de sustentabilidade e atraem investimentos alinhados a critérios ESG mais exigentes. São, de trajo, as protagonistas na evolução da logística”, finaliza o diretor da Tria.
